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terça-feira, 23 de outubro de 2012

Cyber-Bullying faz com que adolescente cometa suicídio - Amanda Todd. RIP

A história trágica de uma adolescente canadense que se suicidou após ser vítima de uma campanha de perseguição e intimidações pela internet está causando comoção nacional e internacional --e já motivou o Parlamento do Canadá a abrir um debate sobre como lidar com o problema, conhecido como cyberbullying.


 Amanda estava na sétima série (13 anos), num grupo de bate-papo na internet, um cara a elogiou e a convenceu a mostrar seus seios. Ela mostrou. Um ano depois, recebeu um recado no Facebook de alguém que sabia tudo sobre ela (endereço, nomes dos amigos e familiares). Ele a ameaçou: ou ela fazia um showzinho particular pra ele, ou ele mandava as imagens de seus seios pra todo mundo. Foi o que ele fez. Amanda teve ansiedade e depressão e foi se refugiar em álcool e drogas. Trocou de escola pra ver se deixava seu terrível passado (mostrar os seios por alguns segundos) pra trás.

Não funcionou. O cara fez um perfil com os seios de Amanda como avatar. Ela chorava toda noite. Perdeu seus amigos, passou a se cortar. “Ninguém gostava de mim”, disse ela, num vídeo que fez com plaquinhas.
Amanda trocou de escola de novo. Lá teve umas paquerinhas com um rapaz que já tinha namorada. Quando a namorada viajou, ele avisou Amanda e pediu para que ela fosse até sua casa. Ela foi. “Pensei que ele gostasse de mim,” contou ela.
Na semana seguinte, um grupo de meninas da sua outra escola apareceu no novo colégio para humilhá-la, xingá-la, bater nela. Colegas filmaram a cena. Quando os professores apareceram, Amanda fugiu e se escondeu numa vala. Seu pai a encontrou. Chegando em casa, ela tentou se matar tomando alvejante. Foi levada às pressas para o hospital, e salva. Os recados no Facebook: “ela mereceu”, “espero que ela morra”, “você tirou a lama do seu cabelo?”.

Mas continuava sobrevivendo. E termina seu relato silencioso com um papel escrito “Não tenho ninguém. Preciso de alguém. Meu nome é Amanda Todd”.
 «A imagem anda por aí e nunca mais poderei recuperá-la», lamentava-se Amanda no vídeo no YouTube onde falava da «luta diária» para se «manter viva» e do peso da solidão.



A divulgação do vídeo apenas motivou novos ataques de agressores anónimos, e Amanda acabou por ser encontrada enforcada no seu quarto no dia 10, em Vancouver. Mesmo após a morte, os insultos continuaram. Houve quem se aproveitasse do caso para lançar recolhas de fundos fraudulentas e correu o rumor não confirmado da divulgação de imagens da autópsia da vítima.



O escândalo, que está a provocar um profundo debate sobre o fenómeno do «cyber-bullying», a pedofilia e sobre as regras elementares de convivência na internet no Canadá e um pouco por todo o mundo, levou o colectivo hacker Anonymous a tentar identificar e punir os agressores.
Duas pessoas são já apontadas como suspeitas de serem o autor da primeira divulgação da imagem de Amanda. Os seus nomes e endereços foram divulgados (um no Canadá, outro nos Estados Unidos) e há registo de represálias contra os suspeitos. Uma terceira pessoa nos EUA foi identificada como sendo o autor da divulgação de supostas imagens do cadáver de Amanda.




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